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Notícia com data de 15-02-2004 --- BibRia, a biblioteca virtual para a Ria de Aveiro

Quatro autarquias e uma universidade envolvidas

Projecto inédito vai disponibilizar na web informação sobre a cultura das populações da ria, tentando dinamizar o conceito de tradicional de biblioteca. Periódicos de 1850 a 1950 serão microfilmados e digitalizados

Sabia que a edição de 22 de Setembro de 1887 do jornal “O Parlamento” noticiava uma subscrição a favor das vítimas de um incêndio no Furadouro, em Ovar? Ou que a capa d’ “O Ideal Vareiro” de 1 de Janeiro de 1933 foi ilustrada com duas imagens da Ria de Aveiro? E já imaginou poder consultar títulos tão antigos como “A Razão”, “A Locomotiva” ou “O Democrata” sem ter que mergulhar num arquivo de papel? Um claro “sim” será a resposta que os utilizadores da biblioteca virtual de conteúdos da região de Aveiro darão a estas três perguntas, a curto prazo. O projecto BibRia (Biblioteca da área cultural da ria) está a dar os primeiros passos, mas promete a primeira dose de informação na web já nos próximos meses de Maio e Junho. Criar uma biblioteca virtual de temas dedicados às gentes da Ria de Aveiro e, ao mesmo tempo, garantir a preservação de um património que tende a desaparecer são os dois objectivos fundamentais que reuniram quatro entidades em torno do projecto BibRia. As câmaras de Aveiro, Oliveira do Bairro e Ovar, trabalham assim em parceria com a Universidade de Aveiro para colocar na web um vasto património que reúne periódicos, romances ou ensaios de conteúdos regionais. No âmbito do projecto que foi candidatado ao programa Aveiro Digital, toda a informação será digitalizada e lançada na web e, pelo menos 50 pessoas que já trabalham em serviços de biblioteca, receberão formação em tecnologias de informação.

Só no que diz respeito à imprensa escrita, vão ser microfilmadas e digitalizadas dezenas de títulos, referentes a um período que se estende de 1850 a 1950. São publicações tão remotas como o jornal monárquico “A Vitalidade” que, graças ao BibRia, poderão ser consultadas por qualquer leitor, “com acesso a toda a informação da página, como se folheasse um jornal em papel”, explica o vereador da Cultura da Câmara de Aveiro, Manuel Ferreira Rodrigues. “Ovar é o município que melhor tem conservado os periódicos. Estão praticamente todos conservados e disponibilizados ao público. Aveiro é o município que tem mais periódicos, num período de cem anos, apareceu meia centena de títulos”, afirma o responsável.

“Pretende-se transformar as bibliotecas tradicionais em algo muito mais dinâmico”, revela Manuel Ferreira Rodrigues, confessando a ambição de, “a prazo”, ter “toda a biblioteca na net”. Por outro lado, considera o vereador, o BibRia “transforma o conceito de biblioteca junto dos utentes” e dá um contributo para as políticas municipais para a cultura. “A política cultural dos municípios é excessivamente centrada em acções efémeras, como os espectáculos. Isso não é mau, mas leva a que se relegue para segundo plano questões da identidade e do património cultural”, justifica Ferreira Rodrigues, O BibRia é igualmente encarado como um “legado para o futuro”: “As gerações vindouras terão acesso ao que nós recebemos das gerações que nos antecederam”. “Este trabalho também pode contribuir para que sejam desfeitos alguns equívocos em termos políticos, porque há muita falta de memória. Este projecto pode até ajudar os cidadãos a terem um discurso diferente face ao poder político”, sustenta o vereador, para quem o BibRia vai ainda ajudar a esclarecer sobre “o mal que o Salazarismo fez”, pelo menos em torno dos “periódicos que o Estado Novo liquidou”.

“Campeão das Províncias”, o mais maduro e plural

Entre a variedade de títulos de imprensa escrita que o BibRia vai disponibilizar na internet, Manuel Ferreira Rodrigues destaca o “Campeão das Províncias” como “o mais importante, que perdurou mais tempo, desde 1852 até à década de 20 do século XX”. “Em termos de conteúdos não podemos esquecer o ‘Campeão das Províncias’. É o mais maduro, não só pela forma de fazer jornalismo mas também porque reúne muita gente de sensibilidades diferentes e melhor acompanha o desenvolvimento da região”, explica o vereador da Cultura, sobre o título que hoje volta a estar nas bancas, numa nova série. Outra chamada de atenção deste responsável vai para a “quantidade enorme de jornais que nasce com a República”. “Mas o ‘Campeão das Províncias’ adapta-se ao novo regime e só termina em finais dos anos 20. Era um jornal que tinha o seu ponto de vista, mas mantinha-se muito atento à realidade”, garante Ferreira Rodrigues. Segundo o vereador, este título foi “o primeiro a publicar fotografias ou caricaturas” e “seria talvez o único ao nível dos jornais do Porto e de Lisboa, embora numa cidade mais pequena”.

Fonte: Publico (Patrícia Coelho Moreira)

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